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Polícia

Empresa de Tatuí é investigada por venda irregular de extrato de laranja moro

Produto foi comercializado por valor muito abaixo do mercado. Análises confirmaram que o insumo não corresponde ao original autorizado pela Anvisa.

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Empresa de Tatuí é investigada por venda irregular de extrato de laranja moro
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Uma empresa de suplementos alimentares de Tatuí (SP) está sendo investigada pela Polícia Civil por suspeita de comercializar ilegalmente um insumo conhecido como extrato de laranja moro. A operação foi deflagrada após o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão na sede e no depósito da empresa, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

 

As investigações começaram em abril, quando um cliente relatou ter adquirido 25 quilos do produto por R$ 160,46 o quilo — valor significativamente inferior ao praticado no mercado. O extrato original, comercializado sob a marca Morosil, custa em média R$ 1.900 o quilo.

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Desconfiado da procedência, o comprador entrou em contato com uma empresa de Campinas (SP), detentora das licenças e certificações para a venda do Morosil no Brasil. O contrato de exclusividade entre a fabricante italiana Bionap SRL e a distribuidora brasileira reforça que apenas esta empresa está legalmente autorizada a comercializar o extrato no país.

 

O material vendido em Tatuí foi enviado para análise em um laboratório na Itália, que confirmou que o produto era diferente do original. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), somente o extrato fabricado pela Bionap atende às especificações técnicas aprovadas para uso em suplementos alimentares no Brasil.

 

O extrato de laranja moro é conhecido por ser utilizado em fórmulas que prometem auxiliar na redução de gordura abdominal e controle de peso. Apesar da popularidade, a recomendação é que seu uso seja feito com acompanhamento profissional, associado a dieta balanceada e prática de exercícios físicos.

 

Em nota, a SSP informou que foram enviados ofícios à Anvisa para verificar a regularidade da comercialização do insumo. A agência reiterou que a fiscalização de fabricantes e distribuidoras é responsabilidade das vigilâncias sanitárias locais. A Prefeitura de Tatuí confirmou que o órgão municipal foi acionado e está acompanhando o caso.

 

O inquérito segue sob segredo de Justiça, com apoio do Ministério Público. Até a última atualização desta reportagem, a empresa investigada não havia se pronunciado.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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