A Polícia Civil investiga a morte de um casal ocorrida nesta terça-feira (16) em Itapetininga (SP). O homem morreu em um acidente de trânsito na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) e, horas depois, a esposa dele foi encontrada morta dentro da residência da família. A principal linha de investigação aponta para um possível feminicídio seguido de suicídio.
Segundo o delegado Luiz Henrique Nunes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga, familiares tentaram avisar a mulher sobre a morte do marido após o acidente, mas não conseguiram contato.
Diante da falta de resposta, um irmão da vítima foi até a residência do casal, localizada na Vila Asem. Ao perceber que algo estava errado, ele pulou o muro do imóvel e encontrou a irmã morta sobre a cama.
De acordo com as investigações, o casal tem um filho de apenas um ano de idade. A suspeita é de que o homem tenha deixado a criança sob os cuidados da avó paterna antes dos fatos.
“O principal indício até o momento é de que ele tenha cometido o feminicídio, deixado o filho com a mãe e, em seguida, partido para o suicídio. Estamos trabalhando com indícios, e é importante destacar isso. Mas, neste momento, a linha investigativa aponta para um feminicídio seguido do suicídio do autor”, afirmou o delegado.
Acidente na Raposo Tavares
O homem morreu após uma colisão frontal entre um carro e uma carreta no quilômetro 185 da Rodovia Raposo Tavares, em Itapetininga.
Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o automóvel invadiu a contramão e atingiu a carreta que seguia no sentido contrário. O motorista do caminhão não se feriu.
Em depoimento à polícia, o caminhoneiro relatou que foi surpreendido pelo veículo atravessando sua trajetória, sem tempo para evitar a colisão.
Imagens registradas por motoristas mostram o carro completamente destruído após o impacto. A carreta ficou parada próxima a um barranco às margens da rodovia.
Investigação continua
A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais realizados na residência e no local do acidente. Os exames deverão auxiliar na confirmação das circunstâncias das duas mortes.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga.
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