A Polícia Civil investiga as mortes de Diego da Silva Rodrigues, de 35 anos, e Sara Letícia Rodrigues, de 25, ocorridas na manhã de terça-feira (16), em Itapetininga (SP). O caso é tratado como possível feminicídio seguido de suicídio.
O casal, que morava na Vila Asem e tinha um filho de apenas um ano, morreu em circunstâncias distintas. Diego morreu após uma colisão frontal contra uma carreta na Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Horas depois, Sara foi encontrada morta dentro da residência da família.
Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, o casal estava em processo de separação e pretendia formalizar o divórcio. A principal hipótese investigada é de que Diego não teria aceitado o fim do relacionamento.
Descoberta da morte
De acordo com o delegado Luiz Henrique Nunes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga, familiares tentaram avisar Sara sobre a morte do marido, mas não conseguiram contato por telefone.
"A esposa, então, se dá por desaparecida. Esse é o primeiro contato que chega para a Delegacia Seccional. Neste momento, um irmão da esposa, percebendo que realmente algo de estranho estava acontecendo, consegue entrar na casa do casal, pula o muro e, lá, descobre a irmã morta em cima da cama", explicou o delegado.
Indícios de separação
Durante as diligências realizadas na residência, os investigadores encontraram documentos que reforçam a hipótese de que o casal estava prestes a formalizar o divórcio.
"Existe essa notícia de que eles iriam assinar o divórcio. Tanto que em uma bolsinha dela separada estavam certidão de casamento, certidão do filho, documentos aparentemente reservados para serem levados a esse divórcio. Uma das possibilidades que nos norteiam é de que ele não aceitava o final do relacionamento e acaba por cometer este crime contra a ex-esposa", afirmou Luiz Henrique Nunes.
Principal linha de investigação
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que Diego tenha matado Sara dentro da residência, deixado o filho do casal aos cuidados da avó paterna e, posteriormente, provocado o acidente que resultou em sua morte.
"O principal indício até o momento é de que ele tenha cometido o feminicídio, deixado o filho com a mãe e, em seguida, partido para o suicídio. Estamos trabalhando com indícios, e é importante destacar isso. Mas, neste momento, a linha investigativa aponta para um feminicídio seguido do suicídio do autor", destacou o delegado.
A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itapetininga, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias das duas mortes.
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