O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal realizaram na quinta-feira (29) uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. As ações ocorreram em cinco estados e tiveram alvos em quatro cidades do interior paulista: Sorocaba, Votorantim, Itupeva e São José do Rio Preto.
Batizada de Fluxo Oculto, a operação mobilizou mais de 530 agentes públicos para cumprir 55 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal.
Segundo o Ministério Público, esta nova etapa busca demonstrar que, mesmo após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, o grupo criminoso continuou utilizando empresas e pessoas ligadas ao esquema para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio.
No interior de São Paulo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas em Sorocaba, um mandado contra pessoa jurídica em Votorantim, um contra pessoa jurídica em Itupeva e dez mandados em São José do Rio Preto, sendo seis direcionados a empresas e quatro a pessoas físicas.
Durante as diligências em Sorocaba, equipes da operação estiveram em um condomínio da cidade, onde apreenderam HDs, discos rígidos de computadores e documentos que serão analisados pelos investigadores.
As apurações seguem em andamento para identificar a extensão do esquema e a participação dos envolvidos.
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