A Polícia Civil desarticulou na terça-feira (15) uma quadrilha especializada em extorsão que atuava em casas noturnas do Jardim Itatinga, em Campinas (SP) – único bairro planejado para prostituição no Brasil. A operação contou com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e foi realizada em 14 cidades do estado.
Segundo as investigações, o grupo movimentou R$ 1,2 milhão em um ano e contava com pelo menos 27 integrantes, incluindo garotas de programa que trabalhavam nos estabelecimentos. Ao todo, 12 pessoas foram presas, entre elas dois adolescentes.
Como a quadrilha agia
De acordo com o delegado José Carlos Fernandes, da Divisão de Investigações Criminais (Deic), havia uma divisão de tarefas em três frentes:
- As garotas de programa atraíam os clientes para as casas noturnas;
- Outros membros ameaçavam e extorquiam as vítimas, muitas vezes usando armas de fogo;
- Um terceiro grupo realizava as transferências e recebia o dinheiro em contas bancárias.
Se os frequentadores se recusassem a pagar as quantias exorbitantes exigidas, eram mantidos como reféns.
“Além da extorsão e da organização criminosa, há indícios de lavagem de dinheiro. Identificamos várias pessoas como recebedoras desses valores ilícitos”, afirmou o delegado Marcel Fehr, da DIG de Campinas, responsável pelo inquérito.
A Justiça determinou o bloqueio de contas de 96 alvos ligados à quadrilha.