A Polícia Civil investiga um caso de maus-tratos envolvendo dois pitbulls em um sítio no bairro São João Novo, em São Roque (SP). O caso ocorreu na manhã de terça-feira (2). Segundo os tutores, os cães foram mortos a tiros após uma confusão com outro cachorro que vivia na propriedade. Até a última atualização desta reportagem, os animais não haviam sido localizados.
De acordo com o boletim de ocorrência, a tutora divide o terreno com o primo, proprietário de um stand de tiros. A Polícia Militar foi acionada depois que o marido da tutora viu os cães correndo em direção à área onde vive o familiar. Ele e o enteado seguiram os animais até a divisa entre as propriedades, onde afirmam ter presenciado o ataque ao cachorro do primo.
Ainda segundo o registro policial, o dono do stand estava armado com uma pistola, enquanto um instrutor de tiro que o acompanhava portava uma espingarda. O tutor dos cães relatou que, com medo, ele e o enteado voltaram para casa, momento em que ouviram disparos. Minutos depois, ao retornarem à divisa, um dos homens teria afirmado que os cães estavam mortos e que poderiam ser enterrados.
Os suspeitos apresentaram outra versão à polícia. Disseram que os pitbulls frequentemente fugiam e atacavam animais da região, chegando a matar alguns. Contaram ainda que tentaram conter os cães com um facão e que, na sequência, eles fugiram para uma área de mata próxima ao sítio.
À TV TEM, Bruna de Andrade, tutora dos pitbulls, negou que os cães fossem agressivos.
“Eram mansos, todo mundo entrava no quintal e brincava com eles. Vivia cheio de crianças. Nunca mexeram com ninguém. Agora teve essa briga, mas se até vira-lata briga, imagina um pitbull. Não precisava atirar nos meus cachorros”, afirmou.
Ela também diz acreditar que os animais foram enterrados pelo primo, mas afirma não saber onde ficam as supostas covas.
“Me falaram que enterraram os cachorros, mas até agora não sei aonde. Eu quero pelo menos enterrar eles”, disse.
A Polícia Militar atendeu a ocorrência, e todos os envolvidos foram levados à Delegacia de São Roque. O caso foi registrado como omissão de cautela na guarda de animais e prática de abuso contra animais, e segue sob investigação.