O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu na quarta-feira (17) a prisão preventiva da mulher que gravou a própria filha, de 14 anos, agredindo um menino de 11 anos que estava amarrado em um poste em Várzea Paulista (SP). A Justiça atendeu ao pedido e determinou também a internação da adolescente.
As imagens, divulgadas nas redes sociais, mostram a vítima com as mãos amarradas para trás enquanto é alvo de socos, chutes e puxões de cabelo. A mulher de 51 anos, que filmava a cena, incentivava a filha e outra adolescente a continuar a agressão.
De acordo com a promotora criminal Júlia Alves Camargo, a prisão foi solicitada pela gravidade do crime e pela divulgação das cenas. “Aquelas imagens de barbárie não podem ser naturalizadas. O fato de incitar e fazer apologia à violência contra uma criança exige a responsabilização”, afirmou.
Já a promotora Luciana Antunes, da Promotoria da Infância e Juventude, explicou que a internação da adolescente tem caráter educativo. “Entendemos que não é possível que essa menina permaneça em liberdade com respaldo familiar, já que a própria mãe instigou a violência”, declarou.
O caso foi registrado como tortura e segue em investigação pela Polícia Civil.