Uma mulher de 26 anos usou a agenda escolar da filha, de quatro anos, para pedir ajuda e denunciar que estava sendo agredida pelo companheiro em Itupeva (SP). O caso ocorreu na segunda-feira (1º). A direção da escola acionou a Guarda Civil Municipal após a criança chegar chorando e o bilhete ser encontrado.
No papel, entregue ainda pela manhã, a mulher escreveu: “Chame a polícia, fui agredida.”
Segundo o boletim de ocorrência, ela recorreu ao bilhete porque o companheiro havia confiscado seu celular para impedir que pedisse ajuda.
Mais tarde, ao chegar para buscar a filha acompanhada do agressor, a mulher viu uma viatura da GCM e correu em direção aos agentes pedindo socorro. O suspeito, de 40 anos, fugiu de carro, mas se apresentou posteriormente no Plantão Policial, onde acabou preso em flagrante.
A vítima relatou que a violência começou após uma discussão envolvendo as filhas. O homem teria arremessado um copo de vidro que atingiu sua testa, além de agredi-la com uma coronhada de revólver calibre 38 no joelho e ameaçá-la com uma faca. Fotos e exames anexados ao inquérito confirmam lesões na testa, panturrilha e joelho.
O suspeito afirmou à polícia que a discussão teria começado porque a companheira teria agredido a filha de um ano e oito meses do casal. Entretanto, a Polícia Civil destacou que o homem possui extenso histórico criminal, incluindo 11 inquéritos, uma condenação por roubo qualificado e múltiplos registros de violência doméstica contra a atual vítima e outras mulheres.
O casal mantinha relacionamento havia cerca de três anos. A mulher já tinha medidas protetivas concedidas em 2023, mas as restrições foram revogadas em 2024 após uma reconciliação.
O delegado responsável negou fiança, e o suspeito foi indiciado por lesão corporal qualificada, ameaça e violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde deve passar por audiência de custódia.