O júri popular dos policiais militares acusados de matar o empresário Rinaldo Magalhães, em fevereiro de 2021, em Mairinque (SP), foi novamente adiado e está marcado para o dia 5 de fevereiro de 2026. O julgamento já havia sido transferido no início deste ano e seria realizado na quinta-feira (25).
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os policiais respondem por homicídio qualificado, acusados de utilizarem recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. O crime aconteceu na casa da família, às margens da Represa de Itupararanga.
Segundo apuração da TV TEM, um dos advogados de defesa precisou de atendimento médico de urgência e não pôde comparecer. Houve a possibilidade de desmembrar o processo, mas, em acordo entre promotoria e defesa, ficou decidido que todos os réus serão julgados juntos em fevereiro de 2026.
Em nota, o advogado Mauro Ribas, responsável pela defesa do Cabo Alessandro dos Santos, informou que comunicou sobre a necessidade de atendimento médico na quarta-feira (24).
O caso tem duas versões: familiares afirmam que, ao abrir o portão, Rinaldo foi surpreendido por cinco pessoas que invadiram a casa, atiraram contra ele e depois ameaçaram os moradores. Já os policiais alegam que o empresário estava armado em seu veículo e teria atirado contra três agentes durante uma investigação sobre tráfico de drogas.
Além disso, cinco policiais militares já foram condenados em segunda instância na Justiça Militar por tortura contra a esposa do empresário e por invasão de domicílio. Cabe recurso.