Um casal foi preso em flagrante na quarta-feira (12) em Jundiaí (SP), suspeito de agredir o filho adotivo de dez anos com uma raquete e impor diversos castigos físicos. Segundo o boletim de ocorrência, a criança também era deixada sem alimentação, tinha partes íntimas apertadas e teve cabelos arrancados pela mãe.
A denúncia foi feita pelo colégio onde as três crianças estudam — o menino de dez anos e seus dois irmãos biológicos, de cinco e oito anos. Funcionários notaram hematomas pelo corpo da vítima e acionaram o Conselho Tutelar. Ao chegar à escola, um conselheiro encontrou a criança com ferimentos recentes na mão e na lombar, dificuldade para andar e forte dor.
O garoto relatou que as agressões eram frequentes e disse ser obrigado a passar a noite em posição de flexão, apenas de roupa íntima, trancado em um escritório, sem comida e sem poder dormir. Ele também afirmou que já chegou a ficar até 15 dias sem tomar banho e era impedido de se alimentar como forma de punição. O irmão confirmou as informações e mostrou cicatrizes antigas ao conselheiro.
As três crianças foram encaminhadas para atendimento médico. Exames apontaram múltiplas fraturas e alterações na região abdominal da vítima, que permanece internada para observação. Após o atendimento, um dos irmãos foi levado para a Casa Transitória, e os outros dois encaminhados ao Hospital Universitário de Jundiaí.
O caso foi comunicado ao Fórum e ao Ministério Público. A Guarda Municipal acompanhou o atendimento para garantir a segurança das vítimas. A polícia afirmou que o pai tinha conhecimento das agressões e, em algumas ocasiões, participava delas.
Após audiência de custódia, a prisão em flagrante do casal foi convertida em preventiva. A Polícia Civil segue investigando o caso.