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Sexta-feira, 26 de Junho 2026
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Polícia

PF deflagra operação contra fábricas clandestinas e usinas ilegais ligadas à falsificação de bebidas com metanol

Ação ocorre em cinco estados e investiga a origem do produto usado em bebidas que causaram ao menos oito mortes no país

Carla Momberg
Por Carla Momberg
PF deflagra operação contra fábricas clandestinas e usinas ilegais ligadas à falsificação de bebidas com metanol
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Agentes da Polícia Federal (PF), da Receita Federal, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Ministério da Agricultura e Pecuária realizam, na quinta-feira (16), uma operação de fiscalização em locais suspeitos de funcionarem como fábricas clandestinas e usinas ilegais.

 

Batizada de Operação Alquimia, a ação faz parte da investigação sobre a cadeia de falsificação de bebidas alcoólicas com metanol, que já provocou várias mortes por intoxicação em todo o país.

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As equipes realizam coletas e apreensões em 24 empresas de 21 cidades, distribuídas entre cinco estados brasileiros: São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

 

De acordo com o levantamento mais recente do Ministério da Saúde, divulgado na quarta-feira (15), oito mortes por intoxicação com metanol já foram confirmadas — seis em São Paulo e duas em Pernambuco.

 

 

Origem do metanol

O objetivo da operação é identificar a origem do metanol e verificar se há relação entre os materiais apreendidos e amostras já recolhidas em outras investigações da PF e da ANP.

 

Segundo nota da Receita Federal, as empresas selecionadas foram escolhidas com base no potencial de envolvimento na cadeia de distribuição do metanol, desde a importação até o possível desvio para usos ilícitos.

“Entre os alvos estão importadores, terminais marítimos, empresas químicas, destilarias e usinas. Os importadores são responsáveis pela entrada do metanol no país, utilizando-o em seus processos produtivos e revendendo o produto”, afirmou o órgão.

 

As amostras recolhidas serão encaminhadas ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) para análise.

 

 

Ligação com o crime organizado

A Operação Alquimia é um desdobramento das operações Boyle e Carbono Oculto, que revelaram um esquema de adulteração de combustíveis com metanol e a participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Segundo a PF e a Receita, há fortes indícios de que o combustível adulterado esteja sendo usado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas, configurando uma cadeia criminosa com alto risco à saúde pública.

 

A Operação Boyle investigou inicialmente a adulteração de combustíveis com metanol. Já a Carbono Oculto descobriu um esquema de compra de metanol importado por empresas regulares, que repassavam o produto a empresas de fachada.

Essas empresas desviavam o metanol para postos de combustíveis, onde o produto era adicionado ilegalmente à gasolina.

 

De acordo com as investigações, integrantes do PCC eram financiados por pelo menos 40 fundos de investimento legais, operados por empresas da região da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.

 

 

Cidades alvo da operação

Em São Paulo, as cidades investigadas são: Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré e Suzano.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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