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Pesquisa da Agência Internacional de Energia divulgou pesquisa que mostra uma possível estabilização do impacto gerado pelo CO2 no mundo

Aumento de energia limpa compensou grande parte da emissão de gás carbônico em 2022

Jhonatas Gabriel
Por Jhonatas Gabriel
Pesquisa da Agência Internacional de Energia divulgou pesquisa que mostra uma possível estabilização do impacto gerado pelo CO2 no mundo
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Um relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA) em março mostrou que a emissão de gás carbônico (CO2) aumentou apenas em 0,9% em 2022. A boa notícia veio acompanhada de outra: o aumento da utilização de energia limpa compensou grande parte da emissão do CO2.

Apesar de insuficiente, o aumento significa um grande avanço em relação a 2021, quando as emissões cresceram 6%. Os especialistas temiam que os resultados seriam mais altos e preocupantes, já que o ano foi marcado por choques nos preços de energia, aumento da inflação e interrupções nos fluxos tradicionais de comércio dos combustíveis.

Segundo os dados da agência, os principais fatores que auxiliaram esse crescimento baixo foram eventos climáticos extremos, que exigiram resfriamento e aquecimento, e um número grande de usinas nucleares desligadas. Ao todo, foram emitidas 36,8 bilhões de toneladas de CO2, um aumento de 321 milhões de toneladas.

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Grande parte dessa emissão foi compensada pela ampliação do uso de energia limpa, ou seja, que não produzem nehuma poluição em sua utilização, a exemplo da energia solar, eólica, EVs, bombas de calor e eficiência energética.

“Os impactos da crise energética não resultaram no grande aumento das emissões globais que inicialmente se temia. Sem energia limpa, o crescimento das emissões de CO2 teria sido quase três vezes maior”, afirma o diretor executivo da IEA, Fatih Birol.

Trajetória insustentável

Mesmo que as emissões tiveram um resultado menor do que o esperado, a trajetória de constante crescimento não é sustentável. Por esse motivo, para atingir as metas climáticas, é essencial que ocorra uma redução de 7% ao ano.

"As empresas internacionais e nacionais de combustíveis fósseis estão obtendo receitas recordes e precisam assumir sua parcela de responsabilidade, de acordo com seus compromissos públicos de cumprir as metas climáticas. É fundamental que eles revisem suas estratégias para garantir que estejam alinhadas com reduções significativas de emissões", ressalta Birol.

Todos os dados foram coletados e analisados pelo IEA, que se baseou nos dados nacionais oficiais mais recentes e dados publicamente disponíveis sobre energia, economia e clima, resultando no relatório que engloba as emissões de CO2, em todos os processos industriais e de combustão de energia, e também do metano e óxido nitroso

“Os impactos da crise energética não resultaram no grande aumento das emissões globais que inicialmente se temia. Sem energia limpa, o crescimento das emissões de CO2 teria sido quase três vezes maior”, afirma o diretor executivo da IEA, Fatih Birol.

 
Jhonatas Gabriel

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