A Polícia Civil deflagrou, na manhã de terça-feira (15), a Operação Illudere contra uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões em Campinas (SP), principalmente no Jardim Itatinga, bairro conhecido por abrigar casas de prostituição. A ação teve apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Segundo as investigações, a quadrilha movimentou R$ 1,2 milhão em um ano e contava com pelo menos 27 integrantes. Foram expedidos 25 mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão em 14 cidades do estado, incluindo Campinas, Santos, São Paulo e Praia Grande. Até o momento, 12 pessoas foram presas, além da apreensão de dois adolescentes.
Como funcionava a extorsão
De acordo com a Divisão de Investigações Criminais (Deic), os criminosos obrigavam frequentadores das boates do Jardim Itatinga a pagar quantias entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Caso não pagassem, as vítimas eram mantidas como reféns.
A Justiça determinou o bloqueio de valores de 96 pessoas identificadas como recebedoras dos lucros ilícitos. Pelo menos 40 vítimas registraram boletins de ocorrência, mas o número real pode ser maior.
Durante as buscas, a polícia apreendeu máquinas de cartão de crédito, dinheiro em moeda nacional e estrangeira, além de eletrônicos. Em uma das casas noturnas, uma adolescente em situação de exploração sexual foi resgatada.
“O bairro Itatinga é propício para atividades criminosas, como extorsão, tráfico de drogas e exploração sexual. Temos intensificado operações para minimizar esses crimes”, afirmou o delegado da Deic, José Carlos Fernandes.
Ligação com facção criminosa
Ainda segundo a polícia, os suspeitos são ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e parte deles já estava presa por outros crimes.
As investigações continuam para identificar outros integrantes e operadores financeiros do grupo.
O nome Illudere significa “ludibriar” e faz referência à forma como as vítimas eram enganadas antes de serem extorquidas.
Comentários: