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Sexta-feira, 06 de Marco de 2026
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Polícia

Operação Illudere prende 12 suspeitos de extorsão em casas noturnas do Jardim Itatinga, em Campinas (SP)

Quadrilha ligada ao PCC movimentou R$ 1,2 milhão em um ano; vítimas eram mantidas reféns até pagarem valores exorbitantes

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Operação Illudere prende 12 suspeitos de extorsão em casas noturnas do Jardim Itatinga, em Campinas (SP)
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã de terça-feira (15), a Operação Illudere contra uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões em Campinas (SP), principalmente no Jardim Itatinga, bairro conhecido por abrigar casas de prostituição. A ação teve apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

 

Segundo as investigações, a quadrilha movimentou R$ 1,2 milhão em um ano e contava com pelo menos 27 integrantes. Foram expedidos 25 mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão em 14 cidades do estado, incluindo Campinas, Santos, São Paulo e Praia Grande. Até o momento, 12 pessoas foram presas, além da apreensão de dois adolescentes.

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Como funcionava a extorsão

 

 

De acordo com a Divisão de Investigações Criminais (Deic), os criminosos obrigavam frequentadores das boates do Jardim Itatinga a pagar quantias entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Caso não pagassem, as vítimas eram mantidas como reféns.

 

A Justiça determinou o bloqueio de valores de 96 pessoas identificadas como recebedoras dos lucros ilícitos. Pelo menos 40 vítimas registraram boletins de ocorrência, mas o número real pode ser maior.

 

Durante as buscas, a polícia apreendeu máquinas de cartão de crédito, dinheiro em moeda nacional e estrangeira, além de eletrônicos. Em uma das casas noturnas, uma adolescente em situação de exploração sexual foi resgatada.

 

“O bairro Itatinga é propício para atividades criminosas, como extorsão, tráfico de drogas e exploração sexual. Temos intensificado operações para minimizar esses crimes”, afirmou o delegado da Deic, José Carlos Fernandes.

 

 

Ligação com facção criminosa

 

 

Ainda segundo a polícia, os suspeitos são ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e parte deles já estava presa por outros crimes.

 

As investigações continuam para identificar outros integrantes e operadores financeiros do grupo.

 

O nome Illudere significa “ludibriar” e faz referência à forma como as vítimas eram enganadas antes de serem extorquidas.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
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Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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