Uma conselheira do Conselho Tutelar 3 de Jundiaí (SP) renunciou ao cargo durante as investigações que apuram uma possível omissão do órgão no caso do bebê de um ano e três meses que morreu após ser internado com sinais de maus-tratos, no dia 25 de setembro.
Segundo o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a renúncia, confirmada nesta terça-feira (21), ocorreu por motivos de saúde. No entanto, mesmo após deixar o cargo, a conselheira continuará sendo investigada.
O caso veio à tona após uma médica acionar a polícia ao perceber que o bebê apresentava ferimentos graves, como fratura na clavícula, queimaduras no couro cabeludo e várias lesões pelo corpo. A criança não resistiu e teve a morte encefálica confirmada após cinco dias internada.
A mãe do menino, de 23 anos, foi presa por lesão corporal grave e violência doméstica. À polícia, ela alegou ter chacoalhado o filho para tentar reanimá-lo. Durante a perícia, os policiais encontraram vestígios de sangue no colchão, no berço e em uma área próxima à cozinha.