O Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que ocorre neste domingo (18), reúne mais de 2,1 milhões de candidatos, distribuídos em oito blocos temáticos, para o preenchimento de 6.640 vagas em 21 órgãos federais. Este certame inovador introduz um modelo de seleção com formação de cadastro reserva, dobrando o número de pessoas que podem ser convocadas para futuras vagas. A concorrência geral alcança uma média de 318,4 candidatos por vaga, com destaque para o Bloco 8, de nível médio, que apresenta a disputa mais acirrada: 1.003 candidatos por vaga.
Os blocos temáticos variam de áreas como infraestrutura, tecnologia, educação, saúde e administração pública. O Bloco 7, com foco em gestão governamental e administração pública, possui o maior número de vagas (1.737) e uma taxa de 242,9 candidatos por vaga. Por outro lado, o Bloco 1, que abrange infraestrutura, exatas e engenharias, registra a menor concorrência, com 161,6 candidatos por vaga, refletindo a menor procura por essas áreas especializadas.
Uma das novidades do CPNU é a forte política de cotas, garantindo a inclusão de pessoas negras, indígenas e com deficiência. O certame proporciona uma relação de 315,7 candidatos por vaga para pessoas negras, 114,7 para pessoas com deficiência (PCD) e 68,4 para candidatos indígenas. Segundo o Grupo Técnico Operacional do concurso, essa política visa aumentar a diversidade no serviço público e democratizar o acesso às oportunidades.
Além disso, o novo formato permite que os candidatos concorram a vários cargos dentro de um mesmo bloco, aumentando suas chances de aprovação. A alta taxa de inscrições demonstra o interesse da população por ingressar na administração pública, impulsionado pelo sistema de seleção mais flexível e abrangente, promovendo um processo mais inclusivo e democrático.