A Câmara Municipal de Itapeva instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar possíveis irregularidades em um contrato emergencial firmado pela prefeitura para serviços de limpeza e manutenção.
Segundo o município, o acordo — assinado em 18 de fevereiro, com duração de três meses e valor superior a R$ 1,5 milhão — foi necessário devido ao aumento dos casos de dengue na cidade.
De acordo com o Painel de Arboviroses do Estado de São Paulo, Itapeva já contabiliza 417 casos confirmados da doença em 2025, sem registros de mortes. Em 2024, foram 3.387 casos e cinco óbitos ao longo do ano.
No entanto, os números apresentados pela prefeitura no início da contratação eram menores: até 26 de fevereiro, o município registrava 34 casos confirmados e 548 notificações. A discrepância entre os dados e o valor do contrato chamou a atenção dos vereadores e motivou a abertura da investigação.
A CEI é presidida pelo vereador Dr. Marcelo Poli (PL), tendo como vice-presidente Val Santos (PP), relator Ronaldo Coquinho (PL) e membros Áurea Rosa (PP) e Gleyce Dornelas (Novo).