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Guerra na Ucrânia completa oito meses e 'não tem dia e nem hora para acabar', diz especialista.

Apesar disso, quem acredita que as perspectivas são de que o conflito continue se intensificando se engana. Na opinião dos especialistas, é preciso separar as ações.

Jornal CNet Redação
Por Jornal CNet Redação
Guerra na Ucrânia completa oito meses e 'não tem dia e nem hora para acabar', diz especialista.
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A guerra entre Rússia e Ucrânia completa oito meses nesta segunda-feira (24). Durante os últimos 30 dias, o mundo acompanhou a anexação e a retomada de diversos territórios, a destruição da ponte da Crimeia e ataques a Kiev com o uso de "drones suicidas". 

Atualmente, com o avanço ucraniano, os embates entre as forças se tornaram inevitáveis e até "mortíferos", como afirma Gunther Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). 

Após as tropas de Zelenski, com o respaldo da Otan, terem destruído a ponte da Crimeia, um projeto faraônico e símbolo da reconstrução russa, o presidente ucraniano "cutucou o urso com vara curta", o que foi uma espécie de "gatilho'' para que a guerra se tornasse mais intensa nos últimos dias.

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"[A destruição da ponte] foi inaceitável. Putin entrou em uma escalada [de violência] desenfreada. Ele começou a bombardear intensamente, com armamento mais pesado, regiões mais amplas e diversificadas, para responder a esses ataques à Crimeia." 

Apesar disso, quem acredita que as perspectivas são de que o conflito continue se intensificando se engana. Na opinião dos especialistas, é preciso separar as ações.

Na atual condição, os próximos acontecimentos da guerra são imprevisíveis, embora dois cenários sejam possíveis, na visão do cientista político. Ainda que menos provável, Rudzit não descarta a decadência das tropas de Putin.

"O maior perigo é que as forças russas colapsem, ou seja, que haja uma deserção em massa, o que levaria a uma possibilidade de as forças ucranianas avançarem por todo o leste, e até mesmo pela Crimeia", pontua. 

No entanto, na opinião do pesquisador da USP, as tropas de Kiev estão muito longe de sair vencedoras do conflito, visto que o presidente russo já tomou de 15% a 20% do território ucraniano após a realização dos últimos plebiscitos, que resultaram em novas repúblicas autônomas. 

"Esses plebiscitos são fajutos, uma vez que eles não têm nenhum tipo de reconhecimento da Otan, da ONU e do Ocidente. Mas isso não interessa tanto no campo das relações internacionais, que são as disputas de poder. Só o poder pode deter o poder", diz.

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