Dois votos de desconfiança contra o governo do presidente francês Emmanuel Macron foram rejeitados no parlamento do país, abrindo caminho para a implementação das reformas previdenciárias imensamente impopulares.
O voto de desconfiança – ou moção de censura – é um processo formal no qual os membros do parlamento votam se querem ou não que o atual líder permaneça no cargo. A primeira moção recebeu 278 votos, apenas nove a menos dos 287 necessários para passar.
Ela foi apresentada pelo pequeno grupo parlamentar “LIOT”, que representa vários pequenos partidos, e era considerada a mais provável dentre as duas a ameaçar o governo.
A segunda moção – apresentada na semana passada pelo partido de extrema-direita National Rally – atraiu menos apoio, com apenas 94 legisladores votando a favor.
O governo desencadeou poderes constitucionais especiais na última quinta-feira (16) para aprovar a controversa legislação que aumenta a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos para a maioria dos trabalhadores, provocando uma onda de protestos e greves em todo o país.
No entanto, embora o governo tenha sobrevivido às moções contra ele, a raiva contra as reformas não mostra sinais de fim.