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Interior de SP

Falta de professores altera rotina em escolas municipais de Campo Limpo Paulista

Unidades de ensino integral passaram a funcionar em meio-período e pais relatam dificuldades; prefeitura e Câmara trocam acusações sobre atraso no orçamento

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Falta de professores altera rotina em escolas municipais de Campo Limpo Paulista
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A falta de professores efetivos na rede municipal de ensino de Campo Limpo Paulista (SP) tem alterado a rotina nas escolas e também o dia a dia de muitas famílias.

 

Em algumas unidades de ensino integral, as aulas passaram a funcionar em meio-período durante toda a primeira semana de março. Em outras escolas, professores de diferentes competências estão atendendo os alunos de forma provisória para suprir a ausência de docentes.

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Pais relatam dificuldades com a situação que atinge diversas escolas da cidade. A recepcionista Fabiana Silva, mãe de um estudante de nove anos de uma escola no Jardim Laura, afirma que a mudança tem impactado a rotina da família.

 

“Isso tem atrapalhado bastante nossa rotina. Preciso sair do trabalho para buscá-lo. Às vezes, nem consigo voltar a trabalhar na parte da tarde”, contou.

 

Procurada, a Prefeitura de Campo Limpo Paulista informou que a situação deve começar a se normalizar nas próximas semanas. Segundo a administração municipal, o processo para contratação de mais 140 professores está em andamento.

 

 

Troca de acusações

Em meio ao problema, a prefeitura e a Câmara Municipal trocaram acusações sobre a responsabilidade pelo atraso no orçamento e, consequentemente, na contratação de novos professores.

 

Em nota, a prefeitura afirmou que a situação foi causada pela ausência de aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pela Câmara ainda no exercício de 2025. De acordo com a administração, o atraso impactou o planejamento administrativo e impediu a ampliação do quadro de professores.

 

A prefeitura também informou que a proposta da LOA foi encaminhada em setembro de 2025, dentro do prazo legal, mas que a matéria só foi votada no fim de janeiro de 2026, o que teria inviabilizado a adoção antecipada de medidas que dependem de dotação orçamentária específica.

 

 

O que diz a Câmara

Em contrapartida, a Câmara Municipal afirmou receber “com indignação” as declarações do Executivo. O Legislativo rebateu dizendo que a Lei Orçamentária foi enviada pelo prefeito apenas em 19 de dezembro de 2025, quando o prazo legal se encerrava em 30 de setembro.

 

Segundo a Câmara, a votação do orçamento foi concluída em 20 de janeiro de 2026. A lei foi sancionada pelo prefeito no dia 27 de janeiro e publicada oficialmente em 9 de fevereiro.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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