Um grupo de 17 trabalhadores vindos do Maranhão denunciou condições precárias em uma construção civil de Sorocaba (SP) na última sexta-feira (21). Eles relataram que trabalharam por cinco meses sem receber o salário prometido, que deveria variar entre R$ 2,5 mil e R$ 4,5 mil, conforme o piso da categoria. Além disso, os operários afirmaram que estão alojados em um sobrado deteriorado, com móveis danificados e infraestrutura precária.
Após a denúncia feita à Gerência Regional do Trabalho de Sorocaba, uma reunião foi realizada na terça-feira (25) com representantes das construtoras, do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O encontro resultou na regularização dos pagamentos e na decisão de autuar as empresas responsáveis.
De acordo com Ubiratan Vieira, representante do MTE, além dos salários atrasados, foi identificado um débito de R$ 400 mil no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por parte de um dos proprietários das empresas envolvidas. O valor das multas ainda será definido.
Alojamento precário e retorno para casa
Os trabalhadores denunciaram que as condições do alojamento são insalubres. Segundo Gilberto Carlos, de 32 anos, os móveis estão deteriorados, as camas e lençóis infestados por traças, e a casa possui apenas uma pia para higiene e consumo de água. Muitos deles sequer tinham registro em carteira de trabalho.
Agora, com a garantia de pagamento pelos serviços prestados, os trabalhadores planejam retornar para Santa Helena (MA). “Eles entraram em um acordo e vão pagar o serviço da produção para a gente ir embora. A gente trabalha por produção, ganha por casa feita, e aí vão nos pagar e já vamos”, afirmou Gilberto.