Menos de dois meses após o roubo de quase R$ 1 milhão em joias de um apartamento de luxo, no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, outro crime semelhante foi registrado na capital, na tarde do último sábado (10). Desta vez, o alvo dos criminosos foi um prédio no bairro Santo Agostinho, na mesma região. Parte da ação foi registrada por câmeras de segurança.
As imagens mostram quando os suspeitos chegam ao edifício caminhando, por volta de 15h. São duas mulheres e um homem, bem vestidos e de boa aparência. Eles ficam alguns segundos em frente ao portão social e o porteiro abre a porta, sem que eles toquem qualquer interfone. Segundo o síndico do prédio, ao que tudo indica, o funcionário, um senhor de idade, imaginou que se tratava de moradores.
No edifício, o grupo segue para um apartamento do 11º andar. Eles usam as escadas de emergência, para evitar as câmeras dos elevadores, mas acabam sendo registrados pelo monitoramento dos corredores e áreas comuns. O imóvel está vazio e eles arrombam uma das portas. Depois de um tempo, outro suspeito chega e participa da ação.
As imagens não mostram, mas de acordo com o síndico, os suspeitos abrem um cofre, escondido em um armário. De lá, levam joias, semijoias, moedas, dinheiro e notas antigas. O valor dos bens ainda não foi calculado. O fato é que eles deixaram o prédio quase duas horas após a invasão. Nas imagens, as mulheres aparecem carregando bolsas onde estariam os produtos do furto.
O dono do apartamento só percebeu o crime no dia seguinte, quando chegou de viagem. Ele registrou um boletim de ocorrência. O caso, agora, é investigado pelo Deoesp (Departamento Estadual de Operações Especiais). As primeiras investigações, ainda em sigilo, não revelaram a identidade e o paradeiro dos suspeitos. Por enquanto, a Polícia Civil ainda não relaciona o crime desse final de semana com o de outubro.
Outro crime
No dia 26 de outubro, uma mulher levou quase R$ 1 milhão em joias de um apartamento de luxo no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul. O furto foi registrado por câmeras de segurança, inclusive, com gravação de áudio, que mostram, durante todo o crime, a mulher recebendo instruções pelo telefone de um homem, sobre o que furtar. A Polícia Militar foi a primeira a chegar ao local e revelou que a mulher teria se passado por moradora para conseguir entrar no condomínio. Desde então, a suspeita não foi identificada e presa, mas a Polícia Civil segue com as investigações.