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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Polícia

Prefeito de Tatuí é condenado por obra no Cruzeiro histórico

Juíza determina devolução de custos por descaracterização do patrimônio cultural

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Prefeito de Tatuí é condenado por obra no Cruzeiro histórico
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O prefeito de Tatuí (SP), Professor Miguel (PSD), foi condenado pela juíza Danielle Kanawaty, da Primeira Vara Cível do município, a devolver aos cofres públicos os valores gastos na obra de remoção e instalação do novo monumento do Cruzeiro. A decisão considerou que houve violação de normas de proteção ao patrimônio histórico e cultural e descumprimento de determinações judiciais.

 

De acordo com a sentença, as alterações realizadas no monumento, símbolo histórico local, levaram à sua descaracterização. Além disso, a obra foi finalizada mesmo após uma liminar judicial que determinava a suspensão das intervenções.

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“Houve descaracterização do Cruzeiro e finalização da obra em descumprimento à liminar, com modificação da base e retirada de vitrais históricos”, afirmou a juíza.

 

A decisão também determinou que a cruz retirada fosse reinstalada no local para evitar maiores prejuízos ao patrimônio.

 

Prefeitura alega doações e promete recorrer

 

Em nota, a Prefeitura de Tatuí informou que recebeu a decisão judicial durante o recesso do Judiciário e declarou que os custos da reforma do Cruzeiro foram cobertos por doações, sem uso de recursos públicos. Mesmo assim, a administração municipal anunciou que vai recorrer da sentença.

 

“A revitalização contemplava a ampliação da base do Cruzeiro, reforço estrutural e instalação de uma nova cruz,” destacou a nota.

 

Contexto do caso

 

O Cruzeiro histórico de Tatuí, originalmente instalado em 1925, começou a ser removido em junho de 2024. À época, a juíza já havia emitido uma liminar suspendendo as obras e autorizando apenas intervenções de conservação necessárias para evitar riscos ao trânsito e à estrutura.

 

A ação popular que originou o processo apontou que a prefeitura não seguiu as formalidades legais e não justificou adequadamente a necessidade da remoção e reforma do monumento.

 

Agora, o caso segue em análise após o anúncio de recurso da administração municipal.

FONTE/CRÉDITOS: Infs:G1
Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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