Um homem de 43 anos, pai de santo e dirigente religioso em um centro de umbanda no Jardim Marília, em Salto (SP), é acusado de assédio sexual por cinco mulheres que frequentavam o local. Os boletins de ocorrência foram registrados entre os dias 24 e 28 de março. As vítimas, cujas identidades não foram reveladas, relatam situações de manipulação, constrangimento e assédio por parte do acusado.
Em entrevista ao g1, três das vítimas detalharam os episódios de abuso. Uma delas, que era amiga do homem há cerca de três anos e participou da fundação do centro, descreveu como ele passou a se comportar de forma inadequada desde o início de 2024. Segundo ela, o acusado tentou manipulá-la a ter um relacionamento extraconjugal, alegando que a espiritualidade estava permitindo isso. Quando ela recusou, ele distorceu os fatos, afirmando que ela estava apaixonada por ele.
Outra vítima, de 23 anos, começou a frequentar o centro em agosto de 2023 e inicialmente mantinha uma boa relação com todos. Contudo, o pai de santo começou a questioná-la sobre sua vida amorosa e a fazer comentários desconfortáveis, insinuando que ela o abraçava de forma diferente. Ela também relatou que ele começou a chamá-la para conversas privadas e a espalhar boatos sobre um possível interesse amoroso dela.
Uma terceira mulher alegou que o homem a impediu de estudar, proibindo-a de ler livros por questões espirituais. Ela descreveu também toques inadequados, como beijos e abraços constrangedores, e episódios em que ele tentou manipular suas crenças espirituais para criar um vínculo mais íntimo.
As denúncias indicam um padrão de comportamento manipulado pelo acusado, que visava explorar a vulnerabilidade das frequentadoras do centro religioso. O caso está sendo investigado, e as autoridades continuam a apurar as acusações de assédio sexual dentro do contexto de práticas espirituais.