Na manhã de quarta-feira (11), a Polícia Federal, em colaboração com a Controladoria Geral da União (CGU), realizou uma operação que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Sorocaba (SP) e Araçoiaba da Serra (SP). A operação, batizada de Parajás, investiga possíveis desvios de recursos públicos ocorridos entre 2020 e 2023.
Os alvos são a Secretaria de Saúde de Sorocaba e um condomínio de luxo em Araçoiaba da Serra, com suspeitas de irregularidades relacionadas a contratos e convênios direcionados a duas empresas e uma entidade assistencial, supostamente controladas por um ex-servidor público. Os serviços investigados incluem fornecimento de materiais, serviços de pintura e contratos emergenciais, totalizando cerca de R$ 14 milhões.
Além dos mandados de busca, a Justiça Federal impôs uma medida cautelar de proibição de contratação pública a uma das empresas investigadas, impedindo-a de fechar novos contratos ou alterar seu quadro societário durante as investigações.
Os investigados enfrentam acusações de estelionato contra o Poder Público, peculato e contratação direta ilegal, com penas que podem chegar a 12 anos de prisão. A Prefeitura de Sorocaba afirmou que a operação apura atos anteriores à atual administração e que todos os processos seguem os trâmites legais e administrativos.
A investigação teve início após uma reportagem da TV TEM e do g1, que revelou a extensa ligação de empresas da família Hial com a Prefeitura de Sorocaba. A PF também cumpre mandados no condomínio de luxo onde residem integrantes da família Hial. A polícia pretende apreender computadores, celulares e documentos para investigar as comunicações entre a família e as empresas envolvidas.