Os familiares das vítimas mortas a tiros em um restaurante na Praia Grande, no litoral de São Paulo, estão indignados com a perda inesperada dos parentes que se divertiam. "Foram execuções aleatórias", disse Valdir, irmão de Walter Ramos Filho. "Um psicopata, foragido da polícia, que executou ele de forma brutal. Não havia nenhuma relação, assim como ele fez com o outro cliente", lamentou.
Walter foi uma das duas vítimas que perderam a vida durante a ação criminosa em restaurante, enquanto confraternizava com colegas no feriado de quarta-feira (12). Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu.
O homem havia se mudado para a região da Praia Grande havia dez anos após abrir um escritório de contabilidade.
"É difícil falar porque eu até me emociono. Foi uma perda irreparável", relatou Valdir. Inconformado, o irmão lembra que Walter estava feliz com a vida mais tranquila longe da capital paulista. "A risada do meu irmão vai ficar sempre gravada em mim."
Outra vítima do atirador foi Thaynã Higor, de 25 anos. Ele não resistiu ao atentado. O jovem, que estava noivo e se casaria no ano que vem, morreu ainda no local.
Thaynã era campeão mundial de jiu-jítsu na modalidade paradesportiva. Ele também estava na parte de fora do restaurante aguardando um motorista de aplicativo para retornar para casa. Segundo o pai do jovem, "ele era guerreiro, trabalhador, e por onde passava só deixava amizades".