Uma densa camada de espuma branca e tóxica voltou a cobrir o Rio Tietê em Salto na quarta-feira (13), criando um cenário visualmente impactante, mas que representa um grave problema ambiental.
O fenômeno, causado pela poluição vinda da Grande São Paulo, contrasta com a cheia registrada no rio entre fevereiro e março deste ano. Sem a espuma, o Tietê apresenta uma coloração mais escura e considerada “natural”. Já com o acúmulo de resíduos químicos, o local passa a ser tomado por um verdadeiro “mar branco”.
Segundo especialistas, a espuma é formada pelo despejo de resíduos de detergentes, fosfato e outros produtos químicos lançados sem tratamento no rio, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo. Ao chegar às quedas d’água de Salto, a mistura é intensamente agitada, provocando a formação da espuma.
Em nota, a Prefeitura de Salto afirmou que o problema é recorrente e depende da redução da poluição lançada no rio pelas cidades da Grande São Paulo.
Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que as chuvas registradas no último domingo (10) contribuíram para intensificar o fenômeno, ao arrastarem poluentes acumulados nas margens e em rios menores para o leito principal do Tietê.
Apesar de atrair turistas ao Complexo da Cachoeira, a espuma é considerada tóxica. A Defesa Civil e a prefeitura alertam que o contato com a substância pode causar irritações na pele e nos olhos, principalmente em crianças.
O cenário atual é oposto ao registrado no início do ano, quando fortes chuvas elevaram a vazão do Rio Tietê em Salto para cerca de 520 metros cúbicos por segundo (m³/s), mais que o dobro da média normal, causando alagamentos e enchentes na região.
Segundo autoridades ambientais, tanto a cheia quanto a formação da espuma têm relação direta com o volume de água e a carga de poluição que chegam da capital paulista.
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