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Quinta-feira, 30 de Julho 2026
Interior de SP

Policial aposentado vira ‘assombração’ de caçadores e destrói mais de 150 armadilhas na Mata Atlântica em Tapiraí

Fernando Ferreira percorre a floresta há cinco anos e usa placas do Curupira para marcar locais onde desfaz armadilhas; ação ajuda a preservar espécies ameaçadas.

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Policial aposentado vira ‘assombração’ de caçadores e destrói mais de 150 armadilhas na Mata Atlântica em Tapiraí
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Um policial aposentado se tornou um verdadeiro guardião da Mata Atlântica em Tapiraí (SP). Fernando Alves Ferreira, que trabalhou por anos na região, passou a desfazer armadilhas instaladas por caçadores e acabou ganhando um apelido entre criminosos: “assombração”.

 

Tapiraí possui cerca de 755 km² de Mata Atlântica, com quase 90% do território preservado, o que faz da cidade um ponto crítico para ações de proteção ambiental.

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Com passos lentos e olhar atento, Fernando percorre trilhas e áreas de mata fechada em busca de vestígios de caça ilegal. A rotina começou em 2020, após sua aposentadoria, e se transformou em missão.

“Quando me aposentei, senti necessidade de continuar ajudando a manter a fauna e a flora. Sempre andei muito na mata e comecei a achar várias armadilhas”, contou.

 

Depois de desmontar cada armadilha, Fernando deixa uma placa do Curupira, personagem do folclore brasileiro que protege a floresta. Ele adotou a imagem — um menino de cabelos flamejantes e pés virados para trás — como assinatura.

“Já que eles me acham uma assombração, peguei o Curupira como símbolo. Deixo a plaquinha para eles saberem que passei lá”, explicou.

 

Em pouco mais de meia década, Fernando acredita ter destruído mais de 150 armadilhas, ajudando a preservar espécies nativas, incluindo a jacutinga, ave ameaçada de extinção.

 

A educadora ambiental Patrícia Faria, que atua em uma ONG de resgate, afirma que a ação faz diferença direta na biodiversidade.

“Já resgatamos desde uma anta de 250 quilos até um saruê de 35 gramas. Muitos se machucam justamente em armadilhas colocadas por caçadores”, relatou.

 

A secretária de Sustentabilidade do município, Marimar Guidorzi de Paula, destacou que a Polícia Militar Ambiental foi acionada para orientar a população sobre canais de denúncia e reforçar ações educativas.

“O mais importante é a educação nas escolas. Queremos que as crianças também se tornem ‘guardiãs da natureza’ e levem esse conhecimento para suas famílias”, disse à TV TEM.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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