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Domingo, 12 de Abril de 2026
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Saúde

Padrasto percorre 370 km a pé para arrecadar fundos para adolescente com síndrome rara

Caminhada entre Juquiá (SP) e Joinville (SC) busca custear cirurgia e dar visibilidade às famílias atípicas

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Padrasto percorre 370 km a pé para arrecadar fundos para adolescente com síndrome rara
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O padrasto de Kevin Alex, adolescente de Sorocaba diagnosticado com Hipomelanose de Ito (HI), uma síndrome genética rara associada a comorbidades neurológicas e físicas, vai percorrer cerca de 370 quilômetros a pé para arrecadar recursos para o enteado.

 

A caminhada começa na terça-feira (3), em Juquiá, e segue até Joinville, cidade natal de Fabrício Trisotto. Ao g1, ele afirmou que a iniciativa tem como objetivo dar visibilidade à causa das famílias atípicas e arrecadar apoio financeiro para a cirurgia do adolescente.

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“Não estou fazendo isso só pelo Kevin, mas por todas as famílias atípicas, não só de Sorocaba, mas de toda a região que eu vou percorrer até a minha terra natal. É uma causa nobre para dar um pouco mais de voz a todas as famílias que passam necessidade, que não conseguem muitas coisas por conta dos valores altos”, declarou.

 

Toda a jornada será registrada em vídeo, com atualizações diárias nas redes sociais. A mobilização também busca apoio para custear despesas da própria caminhada, como alimentação e hospedagem.

 

Durante o trajeto, Fabrício pretende gravar conteúdos explicando a condição de Kevin e os desafios enfrentados por famílias de crianças com deficiência. Ele também revelou ser uma pessoa com deficiência, após perder a audição do ouvido direito em decorrência de uma otite média crônica.

 

Para chamar atenção à causa, Fabrício produziu uma camiseta com a sigla PCD, ressignificada como “Pessoa Com Determinação”.

 

Além da Hipomelanose de Ito, Kevin convive com crises de epilepsia, autismo, deficiência intelectual e baixa visão. Atualmente, enfrenta o agravamento de uma escoliose severa, que já atingiu 85% de curvatura da coluna — grau considerado máximo.

 

Segundo a mãe do adolescente, Ana Paula Trisotto, os primeiros sinais da síndrome surgiram logo após o nascimento. “Na primeira noite em casa, a parte branca do olho dele estava amarelada e ele tinha dificuldade para mamar. Corri para o hospital, e lá ele teve a primeira convulsão”, relatou.

 

Kevin frequenta a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e está matriculado em uma escola especial, após passagem pela rede municipal. De acordo com a família, embora o aprendizado seja limitado, a escola desempenha papel essencial na socialização e no estímulo diário do adolescente.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
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Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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