Três estudantes da Escola Estadual Joaquim Izidoro Marins, na zona norte de Sorocaba (SP), desenvolveram um web aplicativo para auxiliar socorristas treinados no atendimento de vítimas em paradas cardiorrespiratórias.
Batizado de Assistente de Reanimação em Situações de Emergências e Suporte (Ares), o app tem duas funções principais: marcar o início do mal súbito com acesso rápido aos serviços de emergência e disponibilizar um metrônomo que orienta as compressões torácicas — entre 100 e 120 por minuto.
“Em cenários críticos, cada segundo é determinante. O aplicativo atua como um guia confiável e acessível, com instruções visuais, sonoras e cronometradas, passo a passo, que orientam o socorrista até a chegada das equipes médicas”, explicam os criadores na apresentação do projeto.
A estudante Graziella Alves, de 17 anos, destaca que o grupo buscou criar uma ferramenta prática e intuitiva:
“Pesquisamos outros apps, mas nada que abordasse o tema da forma que imaginamos. Queríamos algo simples de entender e rápido de usar.”
O projeto também conta com a participação de Ana Santana e Leonardo Melati, sob a mentoria do professor Gregório Almeida Queiroz. Segundo eles, a ideia é futuramente transformar o web app em um aplicativo nativo para os principais sistemas operacionais e até integrá-lo ao SUS.
Há negociações com uma universidade de Sorocaba para a expansão da iniciativa. O trabalho já foi apresentado à comunidade escolar, em um simpósio e estará na Mostra Tecnológica da 5ª Semana Nacional da Educação, em Brasília, entre domingo (7) e terça-feira (9).
Graziella também ressaltou a importância de mulheres na área de tecnologia:
“É muito gratificante representar essa minoria que espero que um dia seja maioria também. Na nossa sala, somos só três meninas.”