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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Saúde

Sorocaba amplia captação de órgãos e pode realizar transplantes a partir de 2026

CHS já está entre os três hospitais com mais notificações de potenciais doadores em São Paulo; taxa de recusa familiar ainda é desafio

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Sorocaba amplia captação de órgãos e pode realizar transplantes a partir de 2026
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O Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) registrou a captação de 64 órgãos em 2024 e, apenas até agosto deste ano, já contabiliza 54 doações. A unidade é referência em casos de trauma, especialmente cranioencefálico, uma das principais causas de morte encefálica e, consequentemente, de potenciais doadores.

 

“Estamos entre os três hospitais com mais registros no estado de São Paulo”, afirma o diretor médico do CHS, Bruno Toldo. Ele destaca que a decisão de doar ainda depende da sensibilização familiar: “A aceitação varia muito e é influenciada pela divulgação na mídia. A doação é uma das maiores magias da medicina. Perder a vida e ainda assim poder salvar outra é algo que extrapola a ciência.”

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O hospital já estuda ampliar sua atuação. “A nossa meta é credenciar o CHS para transplantes de órgãos sólidos no próximo ano. Já avançamos muito em estrutura e qualidade”, afirma Bruno. Atualmente, o credenciamento é concedido pela Secretaria de Estado da Saúde, que autoriza 170 unidades para captação e 165 para transplantes.

 

De acordo com a Central de Transplantes de São Paulo, entre janeiro e julho deste ano foram registradas 2.157 notificações de possíveis doadores no estado. Destas, 621 famílias autorizaram a doação. A taxa de recusa familiar é de 41%, considerada alta.

 

Na região de Sorocaba, foram 136 notificações, com apenas 30 autorizações. Já em Bauru e Marília foram 20 doações entre 92 notificações, e em Presidente Prudente, 10 doações em 49 casos. São José do Rio Preto lidera a aceitação: 46 doações entre 95 potenciais.

 

Para Francisco Monteiro, coordenador da Central de Transplantes, a logística é outro desafio: “Se o doador está em um hospital distante da equipe que aceitou o órgão, é necessário transporte aéreo.”

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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