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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Política

Na ONU, Bolsonaro falará da Ucrânia e pandemia

Ele também pretende defender a segurança alimentar global e o meio ambiente.

Jornal CNet Redação
Por Jornal CNet Redação
Na ONU, Bolsonaro falará da Ucrânia e pandemia
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Em seu discurso na abertura da 77ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, nos Estados Unidos, no próximo dia 20 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mencionará a guerra na Ucrânia, além das consequências econômicas e sanitárias da pandemia de Covid-19. Ele também pretende defender a segurança alimentar global e o meio ambiente.

Bolsonaro se reunirá de forma bilateral com os presidentes do Equador, da Guatemala, Polônia e Sérvia, Guilherme Lasso, Alejandro Giammattei, Andrzej Duda e Aleksandar Vučić, respectivamente. O líder brasileiro se encontrará, ainda, com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Não há previsão de compromissos com chefes de grandes potências mundiais.

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Bolsonaro deverá tratar do conflito na Ucrânia, iniciado em 24 de fevereiro, da recuperação das economias mundiais pós-pandemia e da reforma do Conselho de Segurança da ONU — um pleito brasileiro que se alastra há anos e cuja negociação teve pouco avanço.

"Em relação ao conflito, vamos reiterar o que temos dito recorrentemente desde o início, que queremos uma solução. A ONU e o Conselho de Segurança têm que ter um papel preponderante. Defendemos a integridade do território e que seja resolvido rapidamente", afirmou o secretário de assuntos multilaterais políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Paulino de Carvalho Neto.

De acordo com o embaixador, Bolsonaro deve defender o Brasil e seu papel diante da segurança alimentar mundial, assim como fazer menções aos produtos agrícolas e à energia renovável. "Nós temos dado a necessidade de garantir a segurança alimentar no mundo, promovendo e intensificando o uso sustentável da terra e da produção agropecuária. Faremos menções aos produtos agrícolas também e energia renovável", disse.

No fim de agosto, Bolsonaro afirmou, durante conversa com apoiadores, que negociava mais tempo para seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU. "Hoje fiz a primeira reunião para o discurso da ONU no mês que vem. Vamos dar notícia para o Brasil, de lá para cá. Meu tempo é de 15 minutos, [mas] estamos tentando passar para 20 [minutos]", disse o presidente à época. O embaixador brasileiro, contudo, informou que não houve pedido formal de acréscimo no tempo de discurso de Bolsonaro. "Entre 10 e 15 minutos", relatou Paulino.

Questionado sobre eventual encontro entre Bolsonaro e Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, o embaixador não confirmou a agenda e limitou-se a dizer que existe interesse de ambas as partes, mas que há incompatibilidade de agenda. Na sequência, foi perguntado sobre os critérios para a seleção das reuniões bilaterais. "São dois aspectos. O primeiro é o pouco tempo em que o presidente vai estar em Nova York e o segundo é a eventual possibilidade de que, em Londres, possa ter encontros com outros líderes", informou.

Durante coletiva de imprensa, o embaixador brasileiro disse que Bolsonaro deverá tratar com outros chefes de estado sobre a reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No mês de julho, o Brasil ocupou a presidência do grupo, e foi a 11ª passagem do país pelo órgão desde sua criação, em 1945.

Em janeiro, o Brasil assumiu um assento rotativo, com mandato para o biênio 2022-2023, e um dos pleitos é justamente o assento permanente. "Defendemos que é uma necessidade de o conselho ser mais representativo do mundo de hoje, para que possa ser mais legítimo e que sua atuação e respostas tenham caráter mais eficaz", argumentou Paulino. O embaixador, contudo, reconhece as dificuldades impostas. "É um processo muito lento, com pouquíssimos avanços, e não há a perspectiva de que possa ser resolvido em curto prazo."

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