Com repertório pronto, os planos da cantora Marisa Monte para 2020 incluíam entrar no estúdio para gravar um novo álbum, produzido ao longo dos últimos anos com diversos parceiros.
“Mas, em março, as portas se fecharam e ficou impossível seguir com os planos. Como todo mundo, entramos numa inevitável pausa de mil compassos. Passaram-se alguns meses até que a gente pudesse compreender melhor a nova realidade cheia de protocolos sanitários, testes e máscaras”, explicou a cantora, que aproveitou a pandemia de coronavírus para colocar em prática um universo de possibilidades.
Neste contexto, novas “portas” se abriram: “foi um grande desafio, reinventar métodos de produção e abrir novos caminhos e experimentar num momento tão duro e de tantas incertezas, mas a gente enfrentou as dificuldades com criatividade e o cuidado necessário”.
O resultado do desafio transformou-se, primeiramente, no álbum Portas (2021) e depois na turnê (2022) de mesmo nome, que depois de passar pelas principais cidades brasileiras e outros países, chega a Sorocaba neste sábado (10), a partir das 20h, no Recreativo Campestre.
Marisa Monte, que se apresenta pela primeira vez na cidade, fala sobre sua relação com outras artes, a presença de amigos no palco, a amizade com o músico uruguaio Jorge Drexler e o show como espaço de manifestação.
“É importante para que tem voz se manifestar por quem não tem. Valores fundamentais como educação, cultura, saúde, igualdade e oportunidades iguais para todos são muito caros pra mim", disse a cantora.