A Mancha Alvi Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, divulgou uma nota em suas redes sociais para se defender de acusações de envolvimento em uma emboscada que culminou na morte de um torcedor do Cruzeiro e deixou 20 feridos. O incidente ocorreu na madrugada de domingo, 27 de outubro, na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, durante um confronto entre torcedores das duas equipes. A torcida enfatizou que não organizou ou participou da ação e condenou a violência, reafirmando seu compromisso com a convivência pacífica entre os torcedores.
Na declaração, a Mancha Alvi Verde destacou que, com mais de 45.000 associados, não pode ser responsabilizada pelas ações de um grupo reduzido de cerca de 50 torcedores que agiram isoladamente. A nota também expressou solidariedade à família da vítima, lamentando o trágico acontecimento e repudiando qualquer forma de violência. A torcida organizadora enfatizou a importância do respeito e da paz, princípios que afirma defender em sua atuação.
O confronto, segundo a Polícia Rodoviária Federal, aconteceu quando os ônibus das torcidas se encontraram em um pedágio, gerando uma situação de emboscada que a Mancha Alvi Verde categoricamente nega ter fomentado. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra um torcedor do Palmeiras referindo-se ao ato como uma "cobrança" em relação a um ataque anterior realizado por cruzeirenses em 2022, que deixou quatro torcedores feridos.
Neste fim de semana, o Palmeiras não se enfrentou diretamente com o Cruzeiro, pois o time mineiro jogou contra o Athletico Paranaense e foi derrotado por 3 a 0, enquanto o Palmeiras empatou em 2 a 2 com o Fortaleza no Allianz Parque. A Mancha Alvi Verde reafirmou sua disposição para colaborar com as autoridades na investigação do caso, buscando a identificação e punição dos responsáveis pela violência, na esperança de promover um ambiente mais seguro para todos os torcedores.