A cidade de Jundiaí (SP) registrou seu primeiro caso de mpox (anteriormente conhecida como monkeypox) neste ano. A Vigilância Epidemiológica (VE) foi informada sobre o diagnóstico positivo na segunda-feira (9). O paciente, um homem de 47 anos, começou a apresentar sintomas em 12 de agosto e buscou atendimento médico em 28 de agosto. Segundo a prefeitura, o homem não precisou ser internado.
Além desse caso, Jundiaí investiga outro caso suspeito de mpox. Em 2022, a cidade registrou 34 casos da doença, enquanto no ano passado não houve confirmações.
A prefeitura informou que todas as equipes de saúde do município estão orientadas sobre os protocolos de identificação e notificação de casos suspeitos de mpox, garantindo o correto seguimento das investigações epidemiológicas necessárias.
O vírus mpox
A mpox é uma zoonose viral, ou seja, uma doença transmitida entre pessoas e animais. Originalmente identificada em colônias de macacos em 1958, o vírus causador, o MPXV (monkeypox virus), pertence à família Orthopoxvirus, conhecida por seus vírus resistentes.
A infecção pode ser transmitida por contato próximo com uma pessoa infectada, incluindo relações sexuais, contato pele a pele e até por respiração próxima. O vírus também pode ser transmitido por animais como roedores e outros mamíferos.
Sintomas e transmissão
Os sintomas iniciais de mpox incluem febre, dores de cabeça, dores musculares e inchaços. Após a febre, erupções cutâneas podem surgir, começando pelo rosto e se espalhando pelo corpo, especialmente nas mãos e pés. As lesões podem causar dor e coceira, formando crostas que eventualmente caem. A infecção geralmente dura entre 14 e 21 dias, com casos graves afetando áreas como boca, olhos e órgãos genitais.
A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com uma pessoa ou animal infectado.