Um relatório produzido pelo Ministério Público Federal aponta que um número grande de criminosos bolsonaristas detidos após vandalismo na capital federal não residem em Brasília.
Na terça-feira (10), um grupo de procuradores fez visita às instalações do prédio da Academia Nacional de Polícia, para onde foram levados os detidos nos episódios criminosos do domingo (8).
“O número de pessoas custodiadas era grande, possivelmente em torno de mil, mas a logística da Polícia Federal para o correto atendimento fluía com agilidade e organização”, observou.
O relatório da visita ainda destaca que os advogados dos detidos “tinham amplo acesso ao local” e havia “várias equipes para atendimento médico de prontidão”.
“Nós verificamos que havia banheiros limpos e arejados, femininos e masculinos, inclusive com chuveiro, no prédio onde estava sendo feito o atendimento às pessoas”, ressaltou.
Ele aponta também que, diferentemente das informações falsas alardeadas nas redes sociais, “não houve qualquer óbito no local e as poucas pessoas que necessitaram de atendimento médico estavam em situação de pouca gravidade”.
“Nós entramos em todas as salas de atendimento e verificamos o tratamento cordato dispensado pelos policiais tanto às pessoas custodiadas quanto aos advogados presentes no local”, ressaltou.
Ao todo, cerca de 1.500 pessoas foram detidas na capital federal. O Poder Judiciário organiza agora audiências de custódia com todos os custodiados após os eventos criminosos em Brasília.