O sorocabano Filipe Martins, ex-assessor do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi um dos 36 indiciados na quinta-feira (21) no inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022. Martins teria participado da elaboração da chamada minuta do golpe, que propunha medidas ilegais, como a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a realização de novas eleições.
O ex-assessor já havia sido preso em fevereiro deste ano, durante uma operação da PF, mas teve a prisão revogada em agosto pelo ministro Alexandre de Moraes. A investigação aponta que Martins entregou o documento a Bolsonaro, que leu e pediu alterações no texto, mantendo apenas a prisão de Moraes e a convocação de novas eleições.
O indiciamento significa que a PF considera que Martins e os outros investigados têm participação nos atos golpistas que tentaram derrubar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso agora segue para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode oferecer denúncia contra os envolvidos. Se a denúncia for aceita pelo STF, os indiciados se tornarão réus. A defesa de Filipe Martins ainda não se manifestou.