Familiares e amigos dos dez romeiros que morreram no grave acidente com um ônibus na Rodovia Francisco da Silva Pontes (SP-127), em Itapetininga (SP), participaram na noite de sábado (5) de uma missa em homenagem às vítimas. A celebração foi realizada na Igreja Imaculada Conceição, no bairro Palmeirinha, em Ribeirão Branco (SP).
“Falta um pedaço. É difícil dizer que estamos bem”, desabafa César Felipe Moraes Dias, um dos sobreviventes da tragédia. Ele perdeu a esposa, dois tios, duas tias, um primo, além do avô, que organizava a viagem. Outras vítimas também eram próximas da família.
O filho de César, que tinha 1 ano e 11 meses na época do acidente, também estava no ônibus e sobreviveu. Hoje, com quase três anos, o menino segue com o pai. “Nada do que a gente faça vai trazer os nossos familiares de volta. A minha família diz que eu sou muito forte, mas eu acho que foi o Conrado que me deu forças. A gente tem que seguir em frente”, disse.
Segundo César, o menino chorou nos três primeiros dias após o acidente, mas depois parou. “Talvez por ainda ser muito pequeno para entender. Mas ele sabe quem é a mãe. Vê fotos, vídeos, aponta. A mãe está presente na rotina dele. E a rede de apoio tem sido fundamental. Ele tem algumas mães postiças, como a avó materna, a tia e a babá, que é muito próxima.”
Apesar do apoio, a dor da perda permanece. “A falta da Yolanda no dia a dia é enorme. As datas comemorativas deixaram de ser celebradas. Natal, aniversário, Dia das Mães, Ano Novo… Nada foi mais como antes.”
César também criticou a postura da empresa responsável pela viagem. Segundo ele, representantes tentaram acordos extrajudiciais com familiares de algumas vítimas, mas sem sucesso. “Eu não queria um centavo, queria os meus familiares de volta. Mas, como o tratamento foi muito frio, resolvemos entrar na Justiça. Agora queremos apenas aquilo que a Justiça entender que é nosso por direito”, afirmou.