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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Brasil

Cresce a preocupação com o impacto das apostas online no orçamento das famílias de baixa renda

Relatório revela que 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família apostaram R$ 3 bilhões em agosto, gerando alerta sobre inadimplência e dependência psicológica.

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Cresce a preocupação com o impacto das apostas online no orçamento das famílias de baixa renda
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Um relatório elaborado pelo Banco Central, a pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM), revelou dados preocupantes sobre o impacto das apostas eletrônicas nas finanças das famílias brasileiras, especialmente entre os beneficiários do programa Bolsa Família. Em agosto, cerca de 5 milhões de beneficiários, representando 25% dos inscritos no programa, apostaram R$ 3 bilhões em plataformas online, utilizando o Pix como meio de pagamento. Desse montante, 70% foram chefes de família, levantando um alerta sobre o desvio de recursos de programas sociais para o mercado de apostas.

A análise técnica do BC destaca que o gasto médio entre os apostadores foi de R$ 100 por pessoa, e as transferências via Pix para sites de apostas triplicaram desde o início do ano, crescendo 200%. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, manifestou preocupação sobre o impacto desse comportamento, especialmente no aumento da inadimplência entre a população de baixa renda, uma vez que o comprometimento de seus rendimentos com as bets pode afetar a qualidade do crédito no país.

Diante desse cenário, o senador Omar Aziz pretende acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam retiradas do ar as páginas de apostas até que a regulamentação seja devidamente implementada pelo governo federal. A medida visa conter o avanço descontrolado das apostas online, que, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atingiu proporções de uma "pandemia" no Brasil, exigindo ações imediatas para tratar a dependência psicológica dos jogos.

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A regulamentação das apostas eletrônicas, que está em processo de discussão, visa estabelecer um controle mais rígido sobre o setor, garantindo que ele seja tratado como entretenimento e que os casos de dependência sejam combatidos pelo Estado. Ao mesmo tempo, medidas estão sendo tomadas para proteger a população de baixa renda e reduzir os efeitos adversos dessa prática, que já movimenta mais de R$ 20 bilhões mensais em transferências via Pix para plataformas de apostas no Brasil.

Carla Momberg

Publicado por:

Carla Momberg

Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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