Após uma série de denúncias feitas por pacientes e familiares, a direção do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) admitiu, na quinta-feira (23), problemas estruturais e a superlotação da unidade. Entre as principais reclamações estão portas quebradas, elevadores sem funcionamento, pacientes em macas nos corredores e cirurgias adiadas. A administração prometeu melhorias até o fim do ano.
Na entrada do hospital, relatos de insatisfação se repetem. O marido de Eumara Aparecida Garcia está internado há mais de uma semana após sofrer um acidente de moto. Segundo ela, a família enfrenta dificuldades desde a internação.
“Desde o começo, meu marido sempre pedia para ser transferido daqui. Não está sendo fácil mesmo”, afirmou.
Imagens registradas por pacientes e acompanhantes mostram a precariedade da estrutura, com portas danificadas, banheiros sem água, elevadores parados e pessoas aguardando atendimento em macas pelos corredores.
Outro caso é o da mãe de Janaina de Lima, uma idosa de 72 anos, que teve uma cirurgia remarcada quatro vezes. Para a filha, a situação causa revolta e agrava o estado de saúde da paciente.
Procurado, o superintendente do Seconci, Paulo Quintaes, organização social responsável pela administração do CHS desde 2018, reconheceu a falta de leitos e informou que negocia ampliações com a Secretaria de Saúde.
“Hoje o CHS conta com mais de 400 leitos de internação. Hoje não são suficientes. São necessários mais leitos. O governo prometeu mais dez leitos de terapia intensiva e mais 30 leitos no pronto-socorro”, declarou.
A situação do hospital também chegou à Câmara Municipal de Sorocaba. Um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que pretende apurar as denúncias, deve ser votado na próxima semana.
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