Após o acidente com balão tripulado que causou a morte de uma jovem de 27 anos em Capela do Alto (SP), a Prefeitura de Boituva se reuniu com a Confederação Brasileira de Balonismo e a Associação de Balonismo da cidade na manhã de segunda-feira (16) para discutir medidas emergenciais de segurança.
Entre as ações anunciadas estão a criação de um sistema de fiscalização das empresas de balonismo, a implantação de um selo de autorização nos cestos dos balões, QR Code com dados do piloto e da empresa, além da criação de um banco de dados público para consulta sobre companhias legalmente registradas.
A prefeitura também pretende instalar uma estação meteorológica própria, exigindo check-in obrigatório de voo antes das decolagens. Áreas específicas para decolagem e pouso serão determinadas com base em critérios de segurança e clima.
As empresas cadastradas terão 30 dias para apresentar documentação, como o brevê dos pilotos. A regulamentação será formalizada por meio de uma lei municipal pioneira, e a intenção é que as medidas sejam levadas ao governo estadual. Ainda não há data exata para a entrada em vigor das novas regras.
A Confederação Brasileira de Balonismo apoia as medidas, mas destacou que, por lei, sua atuação é restrita ao balonismo esportivo. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pelo setor turístico, não se manifestou até a última atualização.