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Domingo, 17 de Maio 2026
Interior de SP

MPSP investiga possíveis irregularidades em escola municipal de Taquarivaí

Denúncias apontam superlotação, falta de professores e ausência de apoio a alunos com deficiência em unidade de educação infantil

Carla Momberg
Por Carla Momberg
MPSP investiga possíveis irregularidades em escola municipal de Taquarivaí
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou, na segunda-feira (4), um inquérito para apurar possíveis irregularidades na rede municipal de ensino de Taquarivaí (SP). A investigação teve início após denúncias de superlotação em salas da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) “Michele Aparecida da Fonseca”.

Ao g1, uma funcionária da unidade, que preferiu não se identificar, relatou que o excesso de matrículas levou à abertura de uma terceira sala com alunos de diferentes idades, o que teria agravado a falta de professores.

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“Estamos com as salas muito lotadas. A direção decidiu desmembrar algumas por conta própria e formou uma sala multisseriada. Temos poucos professores, dois por período. No caso dos bebês, que precisam de mais cuidados, a situação é ainda mais delicada”, afirmou.

Segundo a denunciante, estudantes com deficiência intelectual ou física também enfrentam dificuldades pela ausência de profissionais de apoio, que deveriam ser garantidos por decisão judicial.

“Alunos com necessidades específicas, como autistas e com TDAH, não têm cuidadores. A Secretaria de Educação diz que vai enviar profissionais, mas eles nunca chegam”, disse.

A funcionária ainda afirmou que há um processo seletivo em andamento para suprir a falta de profissionais, mas a prefeitura estaria adotando medidas de contenção de gastos e não convocando o número previsto no edital.

“A Secretaria tem usado o argumento de enxugar gastos e fala em ‘sacrifício’ para não chamar todos os professores necessários”, alegou.

De acordo com o relato, diante da escassez de docentes, auxiliares estariam assumindo turmas, mesmo sem que essa função esteja prevista em suas atribuições. A sobrecarga, segundo ela, já impacta a saúde dos profissionais.

“Algumas auxiliares têm medo de denunciar, pois estão sendo obrigadas a assumir funções que não são delas. Professores têm enfrentado crises de ansiedade, pânico e depressão. Sempre buscamos fazer o melhor pelos alunos, mas precisamos de respeito e respaldo”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1

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Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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