A Justiça autorizou a retomada do processo de cassação do prefeito de Campo Limpo Paulista (SP), Adeildo Nogueira (PL). O procedimento estava suspenso desde 12 de fevereiro por decisão liminar que questionava a legalidade do voto do vereador Paulo Preza (PP).
Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que não houve ilegalidade no afastamento do parlamentar e determinou o prosseguimento da Comissão Processante instalada pela Câmara. A Casa informou que deve divulgar nos próximos dias a data da nova sessão que votará a cassação.
O prefeito responde em duas frentes. No âmbito político, é alvo de processo de cassação conduzido pelo Legislativo. Na esfera judicial, foi denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa. Apesar de decisões liminares relacionadas à gestão, não há condenação definitiva contra ele.
Segundo a Comissão Processante, a apuração apontou indícios de que a esposa do vereador teria sido nomeada para um cargo no Fórum em troca de apoio político ao prefeito, o que configuraria nepotismo cruzado.
A sessão realizada em 10 de fevereiro, que votaria o pedido de cassação, foi marcada por atrasos, tumulto e até tentativa de prisão. Na ocasião, o vereador Paulo Preza tentou impedir a posse de sua suplente, e a votação acabou não sendo realizada.
Adeildo Nogueira foi denunciado em 2025 sob a acusação de não responder a requerimentos e convocações da Câmara, além de supostamente não fiscalizar contratos de prestação de serviços no Hospital das Clínicas e autorizar pagamentos sem empenho prévio. A defesa do prefeito nega as acusações.
O caso segue em tramitação.