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Terça-feira, 17 de Marco de 2026
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Saúde

Equipe do Incor capta coração de bebê em Jaú para transplante em criança na capital

Operação enfrentou atraso por causa da chuva e contou com apoio do programa TransplantAR

Carla Momberg
Por Carla Momberg
Equipe do Incor capta coração de bebê em Jaú para transplante em criança na capital
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Uma equipe do Instituto do Coração (Incor) foi mobilizada nas primeiras horas da manhã de quarta-feira (4) para a captação do coração de um bebê de três meses, que morreu em Jaú (SP). O órgão foi destinado ao transplante em uma criança de um ano, internada na capital paulista, a cerca de 300 quilômetros de distância.

 

A equipe estava pronta desde às 5h45 para decolar do aeroporto de São Roque (SP), a aproximadamente 60 quilômetros da capital, em uma aeronave particular. No entanto, as condições climáticas, com chuva intensa em Jaú, dificultaram a operação, e o voo só partiu por volta das 9h30.

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Segundo apurado pela TV TEM, cerca de 30 minutos após a decolagem, a aeronave pousou em uma fazenda no município de Jaú. O local foi cedido pelo proprietário, que também disponibilizou o avião para agilizar o transporte, já que o deslocamento por via terrestre entre São Roque e Jaú levaria cerca de quatro horas.

 

A ação contou com o apoio do Programa TransplantAR, iniciativa que reúne empresários dispostos a ceder equipamentos, aeronaves e espaços para viabilizar operações de transplante em situações emergenciais.

 

Em Jaú, a captação do órgão foi realizada na Santa Casa. Em seguida, a equipe retornou de avião para São Paulo, com pouso no Aeroporto de Congonhas. O coração foi encaminhado ao Incor, onde o transplante foi realizado na sequência.

 

De acordo com as informações, a aterrissagem na fazenda é feita de forma manual, devido à falta de equipamentos e demarcações no solo, o que torna a operação mais complexa em dias de chuva. Por esse motivo, a ação precisou ser temporariamente suspensa até que houvesse condições seguras para a decolagem.

 

A criança que recebeu o órgão é diagnosticada com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma cardiopatia congênita rara e grave, caracterizada pelo subdesenvolvimento do lado esquerdo do coração, comprometendo o bombeamento de sangue oxigenado para o organismo. Desde o nascimento, o paciente já passou por cirurgias paliativas e, há cerca de um ano, dependia de um coração artificial para sobreviver.

FONTE/CRÉDITOS: infs:G1
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Carla Momberg é redatora e designer do Jornal CNet.

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