A 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) segue sendo realizada em Belém (PA) até sexta-feira (21). O evento reúne empresas de vários países em debates sobre ações de enfrentamento às mudanças climáticas e soluções sustentáveis.
Entre as participantes está uma empresa de Boituva, no interior de São Paulo, que desenvolveu uma estação de tratamento de esgoto que funciona sem o uso de energia elétrica. A tecnologia é voltada especialmente para áreas rurais, comunidades ribeirinhas e povos indígenas — locais onde o acesso à infraestrutura básica costuma ser limitado.
Valdinei Silva, professor do Instituto Federal, explica que o projeto busca aproximar tecnologia e educação, áreas que, segundo ele, enfrentam um distanciamento histórico. “Quando falamos de Amazônia, precisamos de soluções diferenciadas. Elas devem estar disponíveis tanto em contextos didáticos e formativos quanto em visitações, como se fosse uma vitrine”, afirma.
De acordo com Silva, o sistema desenvolvido atende justamente essas necessidades e se adapta às condições da região amazônica. A estação foi instalada na sexta-feira (14) em uma comunidade ribeirinha de Belém.
“O esgoto passa por três setores dentro da estação antes de ser liberado como água não potável. A comunidade ribeirinha de Belém é a primeira a receber o sistema, mas teremos os primeiros resultados em breve e, a partir deles, talvez consigamos uma solução definitiva para outros lugares”, explica.