Os membros da CPI da Saúde, que apura possíveis irregularidades e suspeita de corrupção em contratos da Prefeitura de Sorocaba (SP), definiram na quinta-feira (4) que os fiscais responsáveis pelos contratos apontados pela Polícia Federal na Operação Copia e Cola serão os primeiros a prestar depoimento.
A comissão foi aberta após a operação da PF que, em 6 de novembro, levou ao afastamento do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) por determinação da Justiça Federal.
Na terceira reunião da CPI, ficou estabelecido que as oitivas ocorrerão na próxima quinta-feira (11), começando pelos fiscais dos contratos entre a Prefeitura e a Organização Social (OS) Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Aceni).
“O ofício será enviado antecipadamente para que a Prefeitura encaminhe os servidores, e as demais convocações serão feitas semanalmente”, afirmou o relator da CPI, vereador Cristiano Passos (Republicanos).
Para o membro da comissão Roberto Freitas (PL), ouvir os fiscais é fundamental. “Todo contrato tem um fiscal responsável por verificar se está sendo cumprido. Então, é importante escutar”, destacou.
Houve pedidos para que o ex-secretário de Saúde Vinícius Rodrigues fosse o primeiro a depor, mas a maioria dos vereadores decidiu iniciar pelos fiscais. Rodrigues também é investigado pela Polícia Federal. A sessão foi encerrada de forma repentina pelo presidente da CPI, Cláudio Sorocaba (PSD).
O vereador Izídio de Brito informou à TV TEM que a Prefeitura já enviou diversos documentos à comissão. Parte do material aponta questões envolvendo o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS), que atuou na UPA do Éden, mas não é alvo da Operação Copia e Cola. A OS foi investigada anteriormente na Operação Sepsis, também ligada a desvios na saúde municipal.
Segundo o vereador, um dos pontos que chamaram a atenção foi a doação de exames por uma empresa privada para a OS contratada pela Prefeitura. Outro documento recebido pela CPI inclui um termo de doação já na gestão do secretário de Saúde Cláudio Pompeo, o segundo a ocupar o cargo no atual governo.
“Esses dois secretários eu já pedi a convocação. Entendo que são os principais que devem ser ouvidos”, afirmou Izídio.