Três anos após o crime que chocou Laranjal Paulista (SP), a família de Amanda Lima Madeira, de 15 anos, e de sua filha, Maria Alice, de um ano, afirmou sentir alívio com a condenação de Marcos Moura Elias a 48 anos de prisão. O júri foi realizado na quinta-feira (26).
Ao g1, Juliana Madeira, mãe de Amanda e avó da criança, descreveu o julgamento como tenso e marcado por horas de angústia até a leitura da sentença. “Foram horas de espera até que todas as testemunhas falassem, mas, no final, foi uma sensação de alívio”, disse.
Apesar da condenação, Juliana destacou que a decisão da Justiça não trará a filha e a neta de volta. “Pode fazer o que for, não vai trazê-las de volta. Pelo que sei, infelizmente, de repente ele nem fica os 48 anos na cadeia, mas pelo menos que ele reflita sobre o que ele fez”, afirmou.
Ela também declarou que não sente ódio do condenado. “Quem tem que perdoar é Deus. Ele nunca demonstrou arrependimento. Sempre inventou diferentes versões sobre o que aconteceu”, completou.
Juliana ressaltou ainda a necessidade de seguir em frente pelo bem dos outros filhos. Amanda tinha uma irmã gêmea, que, segundo a mãe, foi uma das mais afetadas pelo crime. “Tenho mais três crianças comigo. Precisamos continuar a vida, cuidar da saúde mental e seguir em frente, mesmo com a dor da perda”, concluiu.
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